História

“É preciso continuar a perguntar e a responder! Não podemos tirar o corpo fora. Nem que seja para se livrar do incomodo.”
Gilceley Santos , 1997 em  “O novo da Psicanálise é ser a mesma”

Debruçar-se sobre o que é a Psicanálise e qual o sentido da cura é trabalho fundamental para manter a virulência do que Freud chamou de “a peste”. Mas é fundamental entender que as perguntas são precisas na medida em que são Cais: pontos de partida e de chegada. A potência das perguntas reside no espaço aberto para a ação de responder aproveitando tudo que há disponível para ampliar a capacidade de pensar e consequentemente, a capacidade de agir tendo como referência a Pulsão.

Nesse movimento, em 1997, Gilceley Santos criou a Associação Livre (?) Centro de Estudos em Psicanálise – ALCEP. Uma ação singular e ao mesmo tempo extrapessoal, como toda ação pulsional deve ser.  Singular, porque diz respeito a história de UM, resultado de desterritorializamentos consecutivos . Extrapessoal, pois diz respeito ao desejo de ir além que, quando testemunhado, sinaliza a outros a possibilidade de desbravar territórios sempre que estiverem dispostos a “arregaçar as mangas e por a mão na massa”.

Desde então, a ALCEP se mantem como uma “ilha de resistência”, lugar de encontro para aqueles que se dispõe ao exercício de pensar, propondo a discussão no sentido de analisar e criar formas eficazes de intervenção social, na direção da diminuição do mal estar que a civilização gera e mantém.